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Prevcom registra rentabilidade de 1,10% em abril e fica acima da meta

26/05/2026 10:52

A Prevcom fechou abril com rentabilidade de 1,10%, acima da meta IPCA + 4,5% (1,02%), e patrimônio de R$ 5,16 bilhões. No resultado acumulado, os números reforçam a consistência: 12,83% em 12 meses e 24,56% em 24 meses, contra metas de 9,11% e 19,93%, respectivamente. 

Abril foi marcado por incerteza global elevada, principalmente, pelas tensões no Oriente Médio e seus impactos nos preços de energia. O petróleo seguiu alto, mantendo pressões inflacionárias e cautela dos bancos centrais. No Brasil, os ativos tiveram desempenho misto: câmbio e juros resistiram, enquanto crédito privado e debêntures foram pressionados por maior aversão ao risco. Ainda assim, o ciclo de queda de juros sustentou parte do apetite por ativos locais, em um ambiente mais volátil e seletivo. 

O IPCA acelerou em abril, pressionado principalmente por energia, combustíveis e commodities. Em 12 meses, a inflação ficou próxima ao teto da meta do Conselho Monetário Nacional (CMN), reforçando um cenário mais desafiador. Além do ambiente externo, a atividade doméstica resiliente e a desancoragem das expectativas de longo prazo contribuíram para uma postura mais cautelosa por parte do mercado e do Banco Central. 

Nesse contexto, o Banco Central reduziu a Selic em 0,25 p.p., para 14,50% ao ano, em linha com as expectativas. A decisão refletiu uma moderação gradual da atividade, apesar da força do mercado de trabalho. O Copom, porém, manteve cautela e sinalizou que os próximos cortes dependerão da evolução da inflação e das expectativas. 

A bolsa brasileira ficou próxima da estabilidade, em meio à volatilidade global. O Ibovespa subiu na primeira metade do mês, mas devolveu ganhos na segunda, com a retomada das tensões geopolíticas e a alta do petróleo. Empresas menores seguiram mais sensíveis ao risco. 

No exterior, as bolsas americanas foram sustentadas pelo setor de tecnologia e pela pauta de inteligência artificial, embora a volatilidade tenha permanecido elevada. No câmbio, o real se valorizou frente ao dólar, apoiado pelo diferencial de juros, fluxo estrangeiro e percepção relativamente favorável dos ativos locais. 

Na renda fixa, os juros seguiram elevados mesmo com o ciclo de cortes, mantendo atrativos os ativos pós-fixados. Fundos DI acompanharam de perto o benchmark, beneficiados pelo alto carrego. Por outro lado, o ambiente incerto levou à abertura de spreads no crédito privado, especialmente em debêntures incentivadas, reforçando a necessidade de maior seletividade e cautela na gestão de risco. 

A Prevcom mantém postura prudente e disciplinada na gestão dos investimentos, com foco na preservação do patrimônio, na geração de rentabilidade consistente e na sustentabilidade de longo prazo dos planos administrados. O ambiente mais desafiador no cenário atual reforça a importância da diversificação e da gestão ativa, pilares que sustentam o desempenho sólido da fundação. 

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